Por: Portal Destaque.online
O nacionalista Ngola Kabangu, também conhecido por Yala Nkwu, militante histórico da UPA-FNLA e antigo combatente de primeiro grau, foi homenageado neste sábado, 14 de Fevereiro, no município dos Mulenvos, em Luanda, por ocasião do seu 83.º aniversário natalício.
A homenagem foi organizada por militantes e membros do Comité Central da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), que promoveram uma partida de futebol em reconhecimento ao percurso político e histórico do veterano nacionalista.
Durante o acto, Gonçalves Buca destacou o contributo de Ngola Kabangu para a Luta de Libertação Nacional, sublinhando que o homenageado dedicou a sua juventude à causa da independência de Angola. Recordou, ainda, que Kabangu acompanhou de perto momentos decisivos da história do país, incluindo o processo que culminou com os Acordos de Alvor, ao lado de figuras como Álvaro Holden Roberto, António Agostinho Neto e Jonas Malheiro Savimbi.
Ngola Kabangu foi também condecorado pelo Presidente da República, João Lourenço, em reconhecimento pelos serviços prestados à nação.
Natural do Bairro Operário, no município do Sambizanga, em Luanda, Kabangu é descrito pelos organizadores como uma “biblioteca viva” da história política angolana. A escolha do município dos Mulenvos, uma das novas circunscrições resultantes da recente divisão político-administrativa, simboliza a intenção de aproximar as novas gerações das figuras históricas do país.
A juventude local acolheu a homenagem com entusiasmo, manifestando interesse em conhecer mais sobre a trajetória do nacionalista, incluindo a publicação de uma obra biográfica que retrate a sua vida e o seu contributo para Angola.
Os promotores defendem que o reconhecimento a Ngola Kabangu não deve limitar-se ao âmbito partidário, mas estender-se a todo o território nacional. Consideram que o Estado angolano deve perpetuar o seu nome através de instituições públicas, como escolas, universidades ou avenidas, à semelhança do que acontece com outras figuras históricas da luta de libertação, incluindo o fundador da FNLA, Álvaro Holden Roberto.
Para os militantes, a valorização de nacionalistas de diferentes forças políticas é essencial para preservar a memória colectiva e reforçar a unidade nacional. “Os nacionalistas angolanos não pertencem apenas a um partido, pertencem à história do país”, reforçaram, apelando ao reconhecimento institucional daqueles que contribuíram para que Angola se tornasse uma República independente.

